Inadimplência empresarial no Brasil bate recorde: 7,7 milhões de empresas estão endividadas

Postado em 08/10/2025


Inadimplência empresarial no Brasil bate recorde: 7,7 milhões de empresas estão endividadas

7,7 milhões endividadas

Inadimplência empresarial no Brasil bate recorde: 7,7 milhões de empresas estão endividadas

A crise financeira das empresas brasileiras atinge novo recorde em 2025, com impacto direto sobre micro e pequenas empresas. Inadimplência empresarial no Brasil atinge nível histórico. De acordo com o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, em maio de 2025 o Brasil registrou 7,7 milhões de empresas inadimplentes — o equivalente a 32,8% de todos os CNPJs ativos no país. Em outras palavras: de cada 10 empresas brasileiras, pelo menos 3 estão com dívidas em atraso.

O montante das dívidas somou R$ 182,4 bilhões, o maior valor desde o início da série histórica em 2016. Apenas dois meses antes, em março, os números já eram alarmantes: 7,3 milhões de empresas endividadas e R$ 169,8 bilhões em dívidas. Essa escalada preocupa não apenas empresários, mas também sindicatos patronais, associações de classe e representantes do setor produtivo, que veem no índice um reflexo de políticas econômicas equivocadas.

Setores mais afetados pela inadimplência

Os dados revelam disparidades claras entre os ramos da economia:

• Serviços (53%) – Maior concentração de inadimplência, devido à dependência do consumo interno e à pressão dos juros altos.
• Comércio (34%) – Enfrenta queda nas vendas e dificuldade para obter crédito.
• Indústria (8%) – Apesar de menor participação proporcional, sofre com insumos caros, energia cara e perda de competitividade global.

A inadimplência afeta especialmente micro e pequenas empresas, que representam mais de 90% do empresariado brasileiro e possuem menor margem de resiliência. Especialistas apontam para fatores estruturais e políticos com juros elevados, a Selic em patamares altos que encarece o crédito e limita o capital de giro, crédito restrito as micro e pequenas empresas, inflação e custo Brasil e a  falta de reformas estruturais que aumenta os custos de operação. A Insegurança regulatória pesa pois mudanças frequentes em regras tributárias e trabalhistas desestimulam investimentos. E esses elementos, somados, criam um ambiente hostil ao empreendedorismo e à geração de empregos.

Brasil em comparação internacional fazendo com que a inadimplência empresarial no Brasil se  quase o dobro de países latino-americanos como México (15%) e Colômbia (18%). Na União Europeia, o índice de empresas inadimplentes varia entre 8% e 12%, sustentado por políticas de crédito subsidiado e estímulos pós-pandemia. Fica claro nestas comparações que o Brasil não conseguiu estruturar políticas anticíclicas eficazes, apoiando-se apenas em medidas monetárias para conter a inflação — o que sacrifica empresas e empregos. Mas o futuro aponta maiores riscos se a tendência continuar, o número de empresas inadimplentes pode ultrapassar 8 milhões ainda em 2025. Isso aumentaria o risco de falências em cadeia, prejudicando fornecedores, trabalhadores e a arrecadação tributária. À inadimplência alta também afasta investidores e compromete a credibilidade do país no cenário internacional. É necessário medidas para evitar o pior como a redução da Selic.

expansão do crédito produtivo, especialmente para micro e pequenas empresas, aceleração das reformas estruturais (tributária e administrativa) e criação de políticas anticíclicas para momentos de crise. Sem essas medidas, a tendência é que a inadimplência siga como um dos maiores entraves à recuperação da economia brasileira. Mas fica o alerta: o recorde de inadimplência empresarial é mais do que um dado econômico: é um alerta sobre a política econômica brasileira pois  enquanto outros países, nossos concorrentes de mercado, ajustaram suas estratégias para proteger empresas e empregos, o Brasil continua patinando em decisões equivocadas, e como sempre, o preço recai sobre quem sustenta a economia que são as micro e pequenas empresas.

Fonte: Inadimplência empresarial no Brasil bate recorde: 7,7 milhões de empresas estão endividadas