Bofetada III: Esperar o que? Dos 24 milhões de CNPJ’s, 16 milhões já pedem socorro

Postado em 19/11/2025


Bofetada III: Esperar o que? Dos 24 milhões de CNPJ’s, 16 milhões  já pedem socorro

Bofetada III

 

A classe empresarial brasileira enfrenta, em 2025, um cenário de grave deterioração. Dados recentes da Receita Federal e do Serasa revelam um quadro de endividamento massivo e um número histórico de empresas em recuperação judicial, evidenciando uma crise profunda que atinge diretamente a espinha dorsal da economia nacional. Os números são alarmantes: 8,3 milhões de empresas estão negativadas no Serasa, enquanto 11,399 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) acumulam débitos com a Receita Federal, com 8 milhões totalmente comprometidos. A inadimplência também afeta de forma ampla a população: 161 milhões de brasileiros possuem dívidas, sendo 71,86 milhões classificados como inadimplentes. Além disso, o país registra, neste ano, o maior volume de pedidos de recuperação judicial da história, reflexo de uma pressão econômica crescente, agravada por uma alta carga tributária, burocracia excessiva e dificuldades de acesso ao crédito. Diante desse panorama, cresce a indignação entre os representantes do setor produtivo. Leonardo Sobral, presidente da FEEMPI/SIMPI-RO (Federação Estadual das Micro e Pequenas Empresas e Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias de Rondônia), expressou forte repúdio, especialmente ao observar a situação crítica dos MEIs.

 
 

“É inadmissível ver a real situação do país. Milhões de empresários e, principalmente, os MEIs — que representam a base da nossa economia — estão sufocados em dívidas e à beira do colapso. O MEI, que deveria ser incentivado como motor de desenvolvimento, está sendo esmagado pela burocracia e pelo peso dos débitos fiscais”, afirma Sobral.

A revolta aumenta quando se observa o uso inadequado de recursos públicos. Enquanto empresas e microempreendedores lutam diariamente para manter suas atividades e evitar demissões, surgem notícias de que entidades responsáveis por impulsionar a recuperação econômica estariam promovendo festividades financiadas com dinheiro público.

“O contraste entre a luta diária de milhões de brasileiros para sobreviver e a promoção de festas com recursos públicos é um tapa na cara da sociedade. O dinheiro que deveria ser destinado à desburocratização, ao crédito acessível e a programas de recuperação fiscal está sendo desviado para finalidades que nada contribuem para superar a crise. Isso é inadmissível e exige investigação rigorosa e imediata mudança de prioridades”, conclui o presidente da FEEMPI/SIMPI-RO.

O alerta está lançado: a crise da classe produtiva não é apenas um problema econômico, mas um sintoma de um sistema que falha em apoiar quem gera emprego e renda, enquanto permite o uso irresponsável de verbas públicas. Sem mudanças estruturais, o país corre o risco de aprofundar ainda mais sua fragilidade produtiva e social. E ainda vai chegar mais 10% de imposto sobre os lucros! Mas que lucros? Assista:

  Fonte: Bofetada III: Esperar o que? Dos 24 milhões de CNPJ’s, 16 milhões já pedem socorro