Empreendedorismo se agiganta, mas formalização segue como desafio

Postado em 24/09/2025


Empreendedorismo se agiganta, mas formalização segue como desafio

Empreendedorismo se agiganta

 

O número de trabalhadores por conta própria explodiu no país nos últimos 20 anos. São 42 milhões de novos empreendedores no Brasil e é o número que chama atenção porque, apesar do dinamismo do mercado, em Rondônia, oito em cada dez profissionais ainda não estão formalizados, ou seja, não possuem nem MEI, nem CNPJ. Rondônia, que já se destaca por ter a menor taxa de desocupação do país, convive com um desafio silencioso e não diferente do resto do país: transformar o potencial empreendedor em formalidade. A figura do Microempreendedor Individual (MEI) surgiu para simplificar esse processo. Hoje, abrir um CNPJ é gratuito, a manutenção mensal é reduzida (cerca de R$ 80,00) e não há necessidade de contador. Além disso, a formalização garante direitos previdenciários, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, auxílio-maternidade, auxílio-acidente de trabalho e pensão por morte. O MEI também pode emitir notas fiscais, participar de licitações e acessar linhas de crédito exclusivas. Estar formalizado vai além de cumprir exigências legais. Uma pesquisa da SIMPI Nacional mostrou que empresas com CNPJ vendem, em média, 29% a mais porque transmitem mais confiança ao cliente. Há ainda benefícios indiretos: possibilidade de abrir conta bancária PJ, operar maquineta de cartão e investir em divulgação mais profissional. Pequenos negócios formalizados também têm mais chances de prestar serviços para grandes empresas. A empreendedora Fabiana é exemplo desse movimento. Em 2017, ela abriu uma pastelaria como MEI, mas precisou encerrar o negócio no ano seguinte. Em 2025, decidiu recomeçar vendendo pudins, novamente dentro da formalidade. “Optei por ser MEI porque preciso estar mais tempo em casa com meu filho pequeno. O informal sofre muito mais”, relata. Hoje, seus doces viraram sucesso de vendas. O Brasil conta atualmente com 23,9 milhões de empresas ativas, sendo 16,5 milhões de MEIs. Em Rondônia, já são 150.201 empresas abertas, das quais 100.584 são microempreendedores individuais. Juntas, micro e pequenas empresas representam 97% do total de empresas do Estado e respondem por cerca de 68% dos empregos com carteira assinada no país. Para o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria de Rondônia, Leonardo Sobral, a formalização é um divisor de águas. “O motoboy, por exemplo, pode ser MEI. Se acontecer um acidente, ele tem direito ao auxílio-doença. Quando trabalham, eles têm renda; quando não trabalham, não entra nada. Na formalidade, há segurança”, explica. Com mais acesso a crédito, melhores oportunidades de mercado e incentivo à formalização, Rondônia pode ampliar ainda mais sua força empreendedora. O futuro do Estado passa por transformar negócios pequenos em grandes histórias de sucesso, como o pudim da Fabiana. Assista:

 

 

 

 

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