Gosto de Floresta: inovação e sabor amazônico ganham espaço no mercado, mas...

Postado em 02/09/2025


Gosto de Floresta: inovação e sabor amazônico ganham espaço no mercado, mas...

Gosto de Floresta

Gosto da Floresta: inovação e sabor amazônico ganham espaço no mercado

O programa Devoção Sertaneja apresentado pelo competente Clévis Serafim, esteve em propriedade rural próxima à zona urbana de Porto Velho, onde nasceu há pouco a marca Gosto de Floresta. Inspirada nos frutos amazônicos, a iniciativa transforma sabores da região em doces, balas, pirulitos e rapaduras, despertando o paladar e a curiosidade de crianças e adultos. A empreendedora Bruna Bunselmeyer, apaixonada por sabores das frutas da amazônia, encontrou nos doces uma forma prática e acessível de apresentar sabores que muitas vezes passam despercebidos, mesmo entre os moradores locais. “Às vezes a fruta é mais amarga, e o doce é o caminho para que todos possam experimentar. Crianças e adultos se encantam, e é uma forma de valorizar o que é nosso”, explica. O crescimento da produção trouxe também novos desafios: calcular custos, negociar prazos com fornecedores, buscar insumos e atender clientes. Sem um ponto fixo, Bruna tem apresentado seus produtos em feiras, onde o contato direto com os consumidores permite ver a reação ao experimentar sabores amazônicos em formatos inovadores. Mas, além das dificuldades financeiras, um entrave ainda maior trava a expansão desse tipo de negócio: a ausência de regulamentação específica para os frutos amazônicos por parte da prefeitura e do governo estadual. Sem normas claras, não há como emitir notas fiscais ou obter selos de qualidade que comprovem a origem e a segurança dos produtos. “É como se a fruta não tivesse um RG. Sem nota, sem selo de qualidade, fica difícil expandir para outros mercados, mesmo com a grande aceitação que temos”, relata Bruna. Açaí, cupuaçu e patauá são alguns dos frutos que se tornam protagonistas em novas versões de doces. A meta da empreendedora é profissionalizar a produção com maquinário, conquistar espaço nos mercados e levar os sabores amazônicos para todo o Brasil, competindo em qualidade com frutas já tradicionais. No entanto, sem um marco regulatório local, empreendedores como Bruna permanecem limitados a pequenas feiras e vendas diretas, sem a possibilidade de acessar mercados formais. O SIMPI destaca que a falta de regulamentação municipal e estadual das frutas amazônicas compromete diretamente a competitividade e o crescimento de pequenos negócios da região. Histórias como a do Gosto de Floresta mostram que o micro e pequeno empreendedor precisa de incentivo, regras claras e orientação para prosperar. “Administrar não é apenas pensar em números. É transformar paixão em oportunidade, sonho em realidade, e a riqueza da nossa floresta em sabor para todo o Brasil. Mas, para isso, precisamos de marcos legais que abram caminho para esses empresários”, reforça. Assista:

 

 

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