Juros altos e descontrole fiscal pressionam economia causam inflação e freiam crescimento

Postado em 22/10/2025


Juros altos e descontrole fiscal pressionam economia causam inflação e freiam crescimento

Juros altos gastança

O economista Otto Nogami analisou o comportamento da economia brasileira a partir da lógica de causa e efeito que estrutura os principais fenômenos macroeconômicos. Com base no chamado tripé macroeconômico — composto pela política monetária, política fiscal e taxa de câmbio —, Nogami explicou como o equilíbrio entre esses elementos determina o desempenho da economia e influencia variáveis como inflação, crescimento do PIB e investimento. A economia pode ser compreendida de forma direta, pois seus movimentos decorrem de relações previsíveis entre causa e consequência. O tripé macroeconômico é o instrumento que permite avaliar a estabilidade econômica e projetar cenários futuros. O primeiro componente, a inflação, preocupa por reduzir o poder de compra das famílias. Quando isso ocorre, a demanda agregada diminui e o Produto Interno Bruto (PIB) tende a desacelerar. Para conter o avanço dos preços, a política monetária eleva a taxa de juros, encarecendo o crédito e desestimulando o consumo. Esse movimento, embora busque estabilizar os preços, também impacta negativamente o crescimento econômico. O segundo pilar analisado é a política fiscal. Nogami destacou que o governo tem priorizado o aumento da arrecadação, mas tem apresentado dificuldade em controlar os gastos públicos. Esse desequilíbrio resulta em déficits primários, insuficientes para cobrir o pagamento de juros da dívida pública, que crescem em função das taxas de juros elevadas. Como consequência, o resultado nominal — que inclui os encargos da dívida — se deteriora, exigindo mais financiamento e pressionando a poupança doméstica, o que reduz a capacidade de investimento no país. O terceiro elemento do tripé é a taxa de câmbio. Quando ocorre valorização do dólar, os custos de produção aumentam, especialmente para setores dependentes de insumos importados. Esse encarecimento é repassado aos preços finais, elevando a inflação e reduzindo a competitividade das empresas. O economista observou que a interação entre esses fatores impacta diretamente o desempenho do PIB. As projeções indicam que o crescimento da economia brasileira deve ser de 2,18% em 2025, 1,8% em 2026 e 1,83% em 2027, abaixo da média global estimada em 3%. Diante desse cenário, ele concluiu levantando uma questão central: como as empresas estão se preparando para enfrentar as restrições impostas por esse ambiente macroeconômico? Assista: 

 


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