Pesquisa! Empresários rejeitam o fim do 6X1

Postado em 02/06/2026


Pesquisa! Empresários rejeitam o fim do 6X1

MPE rejeita fim do 6X1

Pesquisa! Empresários rejeitam o fim do 6X1
 Uma pesquisa de opinião empresarial realizada em Rondônia aponta que parte significativa dos empresários do estado vê com preocupação a proposta de proibição da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias e folga um. O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 28 de maio de 2026, com 800 entrevistas junto a empresários, micro e pequenos empresários, industriais, empregadores, sócios, gestores e responsáveis administrativos de empresas localizadas em Rondônia. A pesquisa tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A iniciativa foi conduzida pelo SIMPI, FACER, FECOMÉRCIO e Banco do Povo, com realização da Perfil Pesquisas, após entidades do setor produtivo receberem dados de uma pesquisa nacional do Sebrae sobre o tema. Segundo os organizadores, os números apresentados nacionalmente causaram estranhamento, por não refletirem a percepção observada entre empresários locais. Diante disso, as entidades decidiram ouvir diretamente o setor produtivo de Rondônia para compreender como os empresários avaliam a possível mudança na jornada de trabalho. Para alcançar os entrevistados, a empresa responsável pela pesquisa realizou cerca de 10 mil ligações telefônicas e enviou aproximadamente 40 mil mensagens por WhatsApp, em um amplo trabalho de contato com empresários e gestores do estado. O resultado mostra uma realidade diferente da interpretação de que a alteração não traria impacto relevante para os negócios. De acordo com a pesquisa, 43,9% dos entrevistados disseram discordar totalmente da proposta de proibir a escala 6x1. Outros 14,3% afirmaram discordar em parte. Já 14,9% concordam em parte e 8,9% concordam totalmente. Os que não souberam ou não responderam somam 18%. Quando questionados sobre os possíveis impactos da mudança, 45,2% dos empresários afirmaram que a alteração pode impactar negativamente seus negócios. Para 35,9%, a medida não causaria impacto. Outros 11,1% acreditam que o impacto seria positivo, enquanto 7,8% não souberam ou não responderam. O levantamento também mostra que o tema ainda não é plenamente conhecido por todos os empresários. Conforme os dados, 57,2% dos entrevistados disseram estar sabendo da proposta de alteração da escala de trabalho, enquanto 38,1% afirmaram não ter conhecimento sobre o assunto. Outros 4,7% não souberam ou não responderam. Entre os empresários que acreditam em impacto negativo, a principal resposta sobre como tentariam reduzir os efeitos da mudança foi a incerteza: 41,6% disseram não saber o que fariam ou não responderam. Outros 17,4% afirmaram que poderiam aumentar o valor de produtos e serviços; 14,7% falam em reorganizar turnos e processos; 9,4% citam a contratação de MEI; 6,2% apontam a redução do horário de funcionamento; 5,6% mencionam aumentar o número de funcionários; e 5,1% falam em reduzir o quadro de colaboradores. O perfil dos entrevistados reforça a presença de pequenos negócios na amostra. Segundo a pesquisa, 49% são MEIs, 33% microempresas e 12% empresas de pequeno porte. Apenas 4% se declararam de médio ou grande porte. Em relação ao faturamento, 40% informaram faturar até R$ 81 mil por ano e 32% acima de R$ 81 mil até R$ 360 mil por ano. Os setores mais representados foram serviços, com 30%, e comércio, com 29%. Também participaram empresários dos segmentos de alimentação, bares e restaurantes, agropecuária, construção civil, indústria e outros ramos. Para as entidades responsáveis pelo levantamento, os dados indicam que o debate sobre o fim da escala 6x1 precisa considerar a realidade de quem emprega, administra equipes e mantém empresas em funcionamento, especialmente nos pequenos negócios. O SIMPI também informou que está encaminhando ao Sebrae um pedido de esclarecimentos sobre a pesquisa nacional, por entender que os dados levantados em Rondônia, assim como em outros estados onde há pesquisas regionais, apontam uma percepção diferente entre os empresários. A entidade defende que qualquer mudança envolvendo a jornada de trabalho seja discutida com responsabilidade, levando em conta os impactos econômicos, operacionais e sociais para empresas e trabalhadores. Segundo o setor produtivo, a proposta deve ser debatida com profundidade, já que pode afetar diretamente custos, escalas de atendimento, funcionamento aos finais de semana, contratação de funcionários, preços ao consumidor e sustentabilidade dos pequenos negócio
Ver pesquisa: https://drive.google.com/file/d/1hTJ9TMrSg4up2kOKbeDt4uwnIGbf-2El/view?usp=sharing
Assista: https://youtu.be/fuDFAQnpIWc Fonte: Pesquisa! Empresários rejeitam o fim do 6X1