Perdoem, ele não sabe o que diz!*

Postado em 04/03/2026


Perdoem, ele não sabe o que diz!*

não sabe o que diz!

A possibilidade de alterações nas regras trabalhistas, como a restrição do trabalho aos domingos e feriados e a mudança da escala 6×1 para 5×2, intensificou o debate entre governo e setor produtivo. Empresários afirmam que, se implementadas nos termos discutidos, as medidas poderão elevar de forma significativa os custos operacionais, especialmente para micro e pequenas empresas. Segundo levantamentos citados por entidades empresariais, a adoção de jornadas menos flexíveis pode gerar aumento superior a 20% na folha de pagamento em segmentos como comércio e serviços contínuos. O impacto decorreria da necessidade de novas contratações ou da ampliação do pagamento de horas extras. Representantes do setor avaliam que parte desse custo tende a ser repassada aos preços de produtos e serviços. Em um cenário de alta carga tributária e aumento de encargos, afirmam, o efeito combinado pode resultar em desaceleração econômica e redução no ritmo de contratações. O debate ganhou um componente político após declarações do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Décio Lima, advogado e político de carreira ligado ao PT, que afirmou que pesquisa da instituição aponta apoio majoritário de pequenos empresários às mudanças, e perguntamos – Dá para acreditar nessa pesquisa?. Parte do setor produtivo reagiu, questionando a metodologia do levantamento e a própria posição institucional do Sebrae ao assumir protagonismo em um tema considerado sensível para quem está na linha de frente dos negócios onde parece ser óbvio que medidas que ampliam custos fixos e reduzem a flexibilidade operacional tendem a gerar insegurança no ambiente de negócios. O presidente do Sebrae sustenta que as alterações podem contribuir para melhores condições de trabalho e para maior equilíbrio nas relações produtivas no longo prazo, esquecendo de itens como competividade e de comparações internacionais de produtividade. Estudos indicam que países como Suíça e Estados Unidos registram produtividade por trabalhador superior à brasileira. Chile e China também são citados no debate. Para críticos das propostas, reduzir a flexibilidade da jornada em um país com produtividade ainda em consolidação pode afetar a competitividade. As propostas seguem em análise técnica e legislativa. O resultado do debate deverá considerar o equilíbrio entre proteção ao trabalhador, sustentabilidade das empresas e competitividade econômica. Assista:

 

Fonte: Perdoem, ele não sabe o que diz!*