Postado em 14/10/2025
Perspectivas

O economista Alexandre Chaia apresentou uma avaliação sobre o cenário econômico atual e as projeções para o final do ano. Segundo ele, o Banco Central sinalizou em sua última reunião do Copom a manutenção da taxa de juros por um período mais longo, postergando a expectativa de cortes que o mercado previa para dezembro. A redução, de acordo com Chaia, deve ocorrer apenas a partir de março de 2026. Essa decisão, tende a manter níveis elevados de inadimplência e limitar o consumo. As empresas encontram-se com alto grau de endividamento, o que reduz a capacidade de investimento e expansão. Paralelamente, as famílias enfrentam restrições no crédito e aumento da inadimplência, fatores que devem resultar em um final de ano com menor ritmo de crescimento econômico em relação a períodos anteriores. Para Chaia, o cenário de estabilidade monetária poderá favorecer reorganização financeira das famílias ao longo de 2026, especialmente diante do período eleitoral, que tradicionalmente movimenta recursos na economia. A expectativa é de retomada gradual do consumo e inflação mais controlada no próximo ciclo.
No contexto internacional, o economista observou redução dos impactos negativos decorrentes das tarifas e tensões comerciais. As empresas conseguiram se adaptar às novas condições, evitando elevação do desemprego e mantendo o equilíbrio produtivo. Dessa forma, o ambiente externo deve exercer influência menor sobre a economia brasileira, permitindo maior previsibilidade para o próximo ano. Assista:
Fonte: Perspectivas econômicas e política monetária