Postado em 06/03/2025
só mágica
Em 2018 a tributação em relação ao faturamento era de 0,7 % e hoje e 1,13%.
Agora é assim: o MEI tem que vender mais para conseguir pagar as novas contas e faturar menos para ficar dentro dos limites de faturamento que o tipo de empresa suporta. Como dito em colunas anteriores, prevê-se que o ano de 2025 será um dos mais difíceis para os MEIs, pois terão de fazer vários truques de mágica para vender, no mínimo, o mesmo de 2024, a fim de cobrir os gastos maiores que terão e, ao mesmo tempo, ficar dentro do faturamento de R$ 81 mil ou, no máximo, R$ 96 mil, pagando multas e impostos cheios apenas para permanecer no sistema e conseguir aguentar até 2026.
É necessário lembrar que, hoje, as Receitas, tanto a Federal quanto a Estadual, possuem mecanismos de verificação de compras e vendas, por meio das compras no CNPJ ou das vendas via PIX e cartão de crédito. Somando isso ao comportamento do governo Lula, que tem uma fome animalesca por recursos advindos do aumento de tributos, a execução de mágica se tornará quase impossível.
Para se ter ideia do problema, veja que a última vez que houve alteração no limite de faturamento foi em 2018, quando o salário mínimo era de R$ 954,00 e a taxa mensal do MEI era de R$ 572,40 por ano. Hoje, sete anos depois, o salário mínimo é de R$ 1.518,00, o faturamento permitido continua o mesmo de 2018, ou seja, R$ 81.000,00, e o imposto anual subiu para R$ 922,80, um aumento real na ordem de 61%.
Em 2018, a tributação em relação ao faturamento era de 0,7%, e hoje é de 1,13%. Se considerarmos o custo da mão de obra, a defasagem fica ainda mais clara: os atuais R$ 30.056,00 anuais em comparação com os R$ 18.889,20 de 2018.
Será por essas e outras que a demissão de funcionários anda nas alturas?
Fonte: Com o mesmo limite de faturamento só mágica para vender mais e faturar menos